OS GATOS DEIXAM PEGADAS NO NOSSO CORAÇÃO

    

Notícias - Errantes

    

      2011     

    2010

2 de Dezembro: O siamês

Surgiu há algumas semanas na colónia da Dulcineia um magnífico siamês, grande, sociável e muito calmo.

Apareceu uma manhã e, ainda ao longe, começou a pedir comida. Respondeu ao meu chamamento e foi-se aproximando. Agora espera-me todos os dias com os outros sobre o muro, para a sessão de festas e petisco.

Bem recebido por todos e sem a mínima agressividade, dá gosto ver diariamente esta bela cabeça de gatarrão.

De onde virá e quem é o belo siamês para o qual ainda não encontrei nome?

Siamês

Siamês, Cactinho, Dulcineia, Angélica e Mina

 

5 de Novembro: Shamira e o filhote

Desde que ouço falar dela, esta gatinha já teve duas ninhadas de 5 crias cada.

Resta-lhe apenas um filhote!

Os outros foram mortos pelos cães que os caçadores vão treinar para o baldio que a Shamira escolheu como refúgio, por ficar perto de uma casa onde vai pedir comida mas na qual não pode entrar.

Já era tempo de acabar com esta miséria.

 

Shamira e o filhote

Mãe e filho foram capturados e irão para o Refúgio Jimmy logo que a Shamira esteja recuperada da esterilização.

 

26 de Outubro: Kristal e Anaïs

Há meses que tento capturar uma gatinha siamesa da colónia da minha bela Cindy. É uma gatinha doente, com um olho em muito mau estado, mas muito arisca e medrosa. O local de captura é muito difícil e movimentado, e junto ao abrigo da comida é impossível instalar a armadilha. Só com o tempo, habituando os gatinhos a aceitarem-me, tem sido possível capturar.

Esta menina nunca tinha engravidado, mas na última Primavera teve uma filhota, que estava também na minha lista de urgências.

Hoje, tentei uma vez mais, fazendo com que os mais sociáveis viessem comer perto de mim e esperando um milagre. E o milagre deu-se: a filhota entrou na armadilha e eu aguardei, esperançada. A mãe, mal a viu lá dentro a comer, entrou também! Duas capturas difíceis ao mesmo tempo, uma alegria!

A linda siamesa perdeu o olhito. Estava todo infectado e já não tinha cura. Mas pelo menos não terá mais dores... nem filhotes.

 

25 de Outubro

Há alguns dias que desapareciam os fundos de garrafão, com pedras pesadas no fundo, em que ponho a comida, escondida sob os arbustos, para os meus Ciganitos que voltaram ao seu território, o Manushe, o Gino, o Allegro, a Ameixinha e outros. Não posso deixar recipientes pesados de barro, como nos outros locais, porque os roubam.

Feitas pesquisas, um dos meus "espias" descobriu a marosca: uma cadelinha da comunidade cigana teve filhotes e todas as noite vem buscar a comida, que não come mas leva para os filhos. Rua abaixo, cabeça erguida para suportar o peso das pedras, lá vai ela toda contente com o jantarinho da família.

Os humanos roubariam, deitariam fora por maldade! Esta cadelinha apenas quer sustentar os filhos. Sei que a comunidade cigana divide a comida da panela com os animais, mas talvez seja pouco e a cadelinha tem uma família para sustentar. Pus mais um prato cheio, sem pedras... e amanhã vou ver o que se passa na comunidade cigana, sentar-me em redor do lume de chão com eles e discutir a questão da esterilização desta mãe exemplar.

Mais acima, numa bela vivenda com jardim e um letreiro "vende-se", está uma cadela Collie deitada à porta fechada da casa. Informei-me. A cadelinha é velha, muito velha. Os donos mudaram-se para uma quinta ali perto, mas deixaram ali a velha cadela "para morrer"...

 

19 de Outubro: A Colónia da Vila

Um misto de alegria, saudade e angústia: foi hoje capturado o último gatinho da Colónia da Vila.

Alegria, porque não mais irei todas as noites tão longe dar de comer sobre o velho muro e caminhar entre as altas silvas para encher os pratinhos de reserva no abrigo, sem saber se encontrarei algum morto ou mais um bebé ali abandonado, como foi o caso algumas vezes.

Angústia, porque após dois anos em que os gatos se sucederam, correndo sobre o muro quando eu chegava,  receio a formação de uma nova colónia, por alguma gatinha que ali seja abandonada, sabendo que em breve o local será demolido.

Hoje fiquei ali alguns instantes, recordando os fins de tarde em que vários gatos petiscavam nos diferentes montinhos de granulado e me olhavam de vez em quando lambendo-se de prazer. Quando regressava de encher os pratos no abrigo bem escondido e voltava a passar por eles no petisco da amizade, alguns sentavam-se e olhavam-me fixamente até me verem desaparecer...

Saudade de os ver chegar em fila sobre o muro, alegria de os ter finalmente comigo, angústia de que tudo recomece!

Quando se deu a tempestade de 23 de Dezembro de 2009, que destruiu o Refúgio Jimmy, o projecto em curso era finalizar rapidamente o último sector para acolher vários gatos de uma colónia que vive numa casa em ruínas, um tanto longe do meu périplo, mas que assumi quando um dia ali passei e vi gatinhos esgravatando na terra para encontrar comida.

Temendo a demolição do local, decidi retirá-los.

Muitos bebés surgiram, porque a comidinha abunda. Antes, os pequenitos morriam de fome, agora adultos e filhotes juntam-se sobre o pequeno muro que os separa da estrada mal ouvem o carro.

Há mesmo os atrevidos que vêm ter comigo e me acompanham aos saltos até ao local dos pratos!

No entanto, o projecto teve de ser adiado por falta de isolamentos, que albergavam os residentes e outros gatos muito necessitados que foram surgindo.

Mal ficaram concluídas as obras de vedação, pude FINALMENTE começar a capturar nessa colónia que foi ficando para o fim, por ser grande e exigir todo um sector.

Iniciei as capturas em 27 de Setembro, começando por 3 jovens que viviam um pouco isolados dos outros.

Interrompi uns dias para habituar os restantes a virem ao meu chamamento num local mais fácil para instalar a armadilha com estabilidade e começou a grande aventura!

Para aqueles que nunca capturaram toda uma colónia, gostaria de explicar o porquê desta azáfama, em que diariamente capturo 2 e mesmo 4 gatos.

Trata-se de retirar o mais rapidamente possível todos os residentes fixos, antes que algum mais espertalhão cheire "o perigo" e desapareça.

Além disso, como não posso deixar muita comida senão as capturas tornam-se penosas, algum pode ter fome, ir procurar manjar noutras bandas e dispersar-se.

Nunca esperei que os meus gatinhos da "Vila" acedessem tão facilmente ao meu desejo de os proteger e as capturas me corressem tão bem.

Tenho esperança de que em breve todos estarão juntos no Refúgio Jimmy, de onde ninguém os expulsará.

Imaginá-los dispersos pela Vila afora estendendo a pata à caridade? Nunca!!!

Há apenas uma preocupação, uma das gatinhas parece estar a amamentar e terei de esperar para ver surgir os bebés.

Entretanto, todos estes gatinhos são saudáveis e negativos ao FIV e FeLV. Apenas um belo cinzentinho parece ser surdo. Algumas vezes, ao ir pôr a comida no abrigo, no escuro, quase o ia pisando. Só quando me via desatava a fugir!

19 de Outubro: Capturei finalmente o ÚLTIMO gatinho da Colónia da Vila, uma menina com círculos escuros nos flancos, linda, tímida e espertalhona.

A gatinha que está a amamentar fica para mais tarde, quando surgir com os filhotes. Não tem aparecido e, feitas pesquisas, vai comer um pouco mais longe. Mas muito gostaria que viesse viver connosco...

18 de Outubro: OUTRO gatinho macho capturado.

15 de Outubro: Mais UM gatinho macho capturado. Jovem adulto, belo tigrado com reflexos ruivos.

Há que acabar urgentemente com esta colónia, que nada augura de bom. Além da perspectiva de demolição da velha casa onde se abrigam, em pleno centro da Vila, encontrei hoje, no carreiro entre as silvas que leva ao local de comida e capturas, o cadáver de uma gatinha com cerca de 3 meses, que deve ter sido ali abandonada doente, como já aconteceu antes.

Esta gatinha não pertencia à colónia, nem é concerteza filhota da gata que está a amamentar, porque a idade não corresponde à data em que me lembro de a ter visto grávida.

Algumas pessoas, vendo que alguém alimenta os gatos e cuida deles, acha que as colónias são o local ideal para ir depositar as crias das gatas de casa que não esterilizam.

14 de Outubro: UM gatinho adulto capturado hoje. Muito apreciado pelos bebés que na colónia o rodeavam carinhosamente, esta beldade é quase todo branco e uma das orelhas teve de ser cortada porque já apresentava sinais de carcinoma.

Macho já batido nas guerras, não muito jovem, com ares de guerreiro, seria provalmente o chefe, meigo com as crias e senhor do território no que se refere às fêmeas.

13 de Outubro: DOIS gatinhos capturados hoje: um pequenito com cerca de 5 meses e um rapazinho já espigadote que não gostou muito da brincadeira e que já mostrava algumas mazelas de lutas.

12 de Outubro: Ontem caíram nas armadilhas DOIS gatinhos, hoje QUATRO!!!

8 de Outubro: TRÊS gatos entraram na armadilha ontem!!! Todos eles meninas, duas com cerca de 7/8 meses, que já foram esterilizadas hoje de manhã, e uma beldade com cerca de 3 meses que terá de esperar.

6 de Outubro: Mais DOIS gatos, desta vez bebés.

28 de Setembro: DOIS gatinhos, um macho e uma fêmea, caíram na armadilha. A menina será esterilizada, o mano vai esperar pela idade oportuna.

27 de Setembro: UMA menina, com cerca de 6 meses, foi a primeira contemplada com o prémio da terrível armadilha...

 

6 de Outubro

O Tufinho regressou hoje aos seus domínios.

Ainda não parece um tufinho, mas quase!

Contente, percorreu os dois abrigos onde ponho a comida para se certificar de que estava tudo na mesma.

Depois, miou bem alto, coisa que não é habitual nele.

Por fim, foi deitar-se tranquilo sob o canavial...

Tufinho de regresso a casa

 

28 de Setembro

O meu Tufinho está melhor, mas o regresso ao seu território exige que a cauda seja cortada para evitar acidentes. Assim será feito, e o Tufinho passará a ter uma cauda em... tufo.

Quem diria quando o baptizei?

22 de Setembro: Os doentes

De visita aos meus doentes na clínica, tive o prazer de fazer muitas festas ao Tufinho que, mal me viu, deitou a cabecita na minha mão, pedindo carinho. Está em repouso, mas a cauda partida soldar-se-á por si. No entanto, como não consegue correr, tenho de reflectir no seu regresso ao território onde vive.

Quanto ao Ruivinho, está melhor! Come, come e come, acho mesmo que não faz mais nada senão comer!

Não se lava ainda, o pêlo velho tem de ser tirado, mas ele não aprecia o contacto da mão humana. Imaginei uma traquitana: um pente atado à ponta de um pau, que, enfiado nas grades da jaula, nos deixe escová-lo para o aliviar. Vamos tentar, nunca se sabe!

 

20 de Setembro

Há 4 longos dias que o meu Tufinho não aparecia. Ele que mal ouve o carro vem correndo, que de imediato entra e come das caixas cheias de ração juntamente com a Meggy? Algo lhe tinha acontecido!

Durante estes dias, percorri os campos à volta, chamei, feri-me nas silvas... e nada.

Hoje, um ténue miado alertou-me. Era o Tufinho, tentando caminhar na minha direcção, pelo percurso que antes fazia correndo mal me sentia.

Tufinho a comer das caixas de ração dentro do carro, como gosta

Percebi de imediato que algo de grave se passava. Deixou-se apanhar sem protestar, pedindo ajuda, mas chorando desesperado mal lhe toquei.

De corrida para a clínica, o meu Tufinho tem a cauda partida mesmo na zona dorsal. Uma pancada, violenta, magoou-o profundamente.

Nem dei atenção à linda Meggy, à doce Peggy, à meiga Catraia, à Miúda, ao Tufão, que, estranhando a minha pressa, ficaram sentados a olhar o carro partir logo após ter enchido os pratinhos de comida. Amanhã...

 

19 de Setembro

Acabou a colónia do Grande Snow...

Após captura do Grisely, dos 3 bebés que ali se encontravam e da mãe, que mais parecia um pequenito, de tal modo é jovem e franzina, deixei comida ainda durante vários dias para ver se algum gato precisava de apoio ou se o quarto filhote ainda existia.

Ninguém veio comer durante mais de uma semana.

Em breve o local será demolido, acabou assim mais uma bela propriedade que outrora abrigava humanos e gatos felizes que ali se acolhiam.

Para onde foram os antigos, que lhes aconteceu?

 

15 de Setembro

Nada mais difícil, e por vezes mesmo impossível, do que capturar um gato que não come. Foi o caso com o Ruivinho.

Este gatinho começou há cerca de 3 semanas a vir comer, a medo e em sofrimento, ao território do Manushe e companheiros. Via-se que tinha dificuldades. Babava muito, todo sujo sem poder lavar-se e magro.

Tentei capturá-lo, mas nem ele queria entrar na armadilha, nem os outros o deixavam, de tal modo se colam a mim.

Um dia não veio comer e desapareceu. Convenci-me que morrera a um canto, sozinho e sem tratamentos.

Uma semana depois, de uma casa perto do local desta colónia, uma senhora fez-me um apelo para capturar um gato doente que surgira no seu jardim e que nem sequer comia. Era o meu Ruivinho!

Após várias tentativas infrutíferas, tive a sorte de ele se esconder numa espécie de pequeno caixote do lixo. Ajudada pela senhora que me alertara, conseguimos tapar o caixote com uma tábua, atámos tudo com cordas e lá foi o Ruivinho para a clínica nesta estranha instalação.

Para já, tem a boca cheia de úlceras, um enorme lenho no lábio certamente de uma pancada, anemia e ictrícia.

Pobre Ruivinho!

 

18 de Agosto

Desde que o Gino regressou a "casa", após tratamento da boca, que o observo ansiosa para ver se come, se sentirá dores, se, se...

Hoje, o Gino veio logo comer quando cheguei. Comeu com apetite e sem dificuldades, e em seguida deitou-se contente, rebolando-se perto do prato junto ao seu amigo Manushe.

Está mais gordo e bonito.

Haverá maior prazer do que tratar um errante doente e vê-lo feliz com boa comidinha e com os companheiros?

Prazer maior seria poder acolhê-lo ou encontrar para ele uma boa família, mas por agora, como com tantos outros, não é possível. Boas famílias não abundam e outros ainda mais doentes e necessitados há que esperam na rua um cantinho no Refúgio.

Gino e Manushe

Gino e Manushe

Muitos na rua esperam, mas isso não impede que todos os dias venham pessoas pedir que recebamos gatinhos criados em casa e dos quais se querem desfazer, por motivos vários, todos eles mais ocos uns que os outros.

Tal como hoje... Todos estes "casos" nos são apresentados como "especiais". Gente que adoptou mas já não quer, gente que se divorcia e que, embora passe a ter duas casas, em nenhuma delas cabe o gato, gente que muda de local, de vida, de profissão, de humor, sobretudo, gente sem sequência nas ideias... Uma grande falta de ligação e amor ao ser vivo pelo qual deveriam sentir-se responsáveis.

E os doentes da rua, quem os acolherá?

 

16 de Agosto

Recentemente, foi abandonada na colónia da Mammy uma gatinha com 3 filhotes. Detectei-a, porque a vi quando veio comer, com maminhas de quem está a amamentar. Sem saber onde escondia as crias, nem que idade teriam, esperei. Há uns dias, os filhotes já comiam no abriguinho. Chegou pois o momento de capturar esta família!

Mas hoje, armada de coragem e armadilha, os meus desígnios saíram logrados! Perto do abrigo, havia uma enorme caixa de esferovite cheia de cadáveres de sardinhas, sem esquecer as dezenas de varejeiras que fazem parte deste tipo de lixo.

Talvez no meio de tanta espinha os gatinhos tenham petiscado algo, o que os impediu de vir ao som da comida e serem capturados. Com sorte, nenhum deles ficou com nenhuma espinha espetada na garganta...

 

7 de Agosto

O querido Gino regressou hoje para junto dos companheiros, ao fim do dia para evitar o calor.

Mal o libertei da transportadora, miou desesperadamente, anunciando a sua chegada aos amigos, sobretudo o Manushe, a Ameixinha, o Ali e o Allegro.

À noite, quando os fui visitar, pôr mais comidinha e água fresca, veio ter comigo, contente, apesar dos "horrores" a que o obriguei a submeter-se !

Finalmente, foram-lhe extraídos todos os dentes, excepto os caninos.

 

31 de Julho

Ultimamente, o Gino, da colónia dos meus Ciganitos, parecia tristonho e mais parado. Há algum tempo que o via babar-se e com a língua de fora.

Hoje estava deitado frente ao prato da comida, situação que não augura nada de bom, ou seja, tinha fome mas não conseguia comer.

Felizmente apenas estava presente o Manush, senão teria sido tarefa árdua capturá-lo, porque muitos iriam entrar na armadilha ao mesmo tempo!

Abri uma latinha apetitosa, pus junto à armadilha um pratinho para o querido Manushe, impedindo delicadamente o Gino de comer e, dentro desta, outro prato.

O Gino não se fez rogado e entrou entusiasmado. Fechei a porta muito devagarinho, de tal modo que só se deu conta de que estava fechado quando acabou de comer.

Algumas horas depois, na clínica, estava explicado o estado do Gino: dentes podres, dos quais um já infectado.

Lá está ele agora em convalescença e com menos alguns dentes, mas de certeza mais feliz com um bom pratinho de comida para se recompor !!!

Gino

 

Ciganitos no seu território

Os Ciganitos que regressaram ao seu local após esterilização esperam-me todos os dias, por detrás da sebe onde estão os pratos.

Umas vezes uns, umas vezes outros, vejo-os quase sempre todos diariamente. O pretinho Manushe, a bela tricolor Ameixa, a linda Nadja, o comovente Allegro, o divertido Gino, o arisco Ali, a expressiva Nina...

É um prazer vê-los agora, tranquilos, sem guerras e sem esperarem ansiosos que alguém lhes vá dar uns restos de comida.

 

10 de Junho

Apesar de o Grande Snow e os companheiros que não consegui capturar a tempo terem desaparecido misteriosamente de um dia para o outro, continuo a pôr comida naquele local para algum viajante cansado e faminto e para um cinzentinho que ali nasceu e ali ficou.

Hoje, deparei-me com uma linda menina tigrada, acompanhada de 4 filhotes pequeninos, todos eles enfiados no prato, rabinho a abanar para se equilibrarem, comendo com visível prazer algo mais do que o leite materno.

Mais uma pequena família a capturar, a mãe rapidamente para esterilização e os filhos para retirar daquele triste local, onde não consigo deixar de ir. Por vezes penso que assim nunca mais acabará, mas se não houvesse ali comida e água fresca para onde teria esta mãe podido levar agora os seus filhotes?

 

8 de Junho

A bela Meggy regressou hoje aos seus domínios. Afinal, apenas tinha muitos parasitas, apesar das pipetas que lhe ponho regularmente. Andará ela a petiscar algo insalubre?

Seja como for, os companheiros vieram receber a viajante, que mal se viu em liberdade... entrou de novo no carro!

2 de Junho

A minha linda e meiga Meggy está muito magra e com o pêlo baço, apesar de a boa comidinha não lhe faltar e de ser regularmente desparasitada.

Não foi preciso capturá-la, porque entra dentro do carro, onde come à vontade dos recipientes cheios de comida para a distribuição enquanto vou encher os pratinhos nos abrigos. Em seguida, deita-se muitas vezes sobre a casinha de captura e adormece. Bastou abrir a porta e pedir-lhe delicadamente que entrasse.

Fez análises e radiografias, esperamos os resultados.

 

Meggy

Passeio dentro do carro